Pessoas e equipe

O aumento de salário segura, mas não se paga

Salário quase não prevê quem sai, e mesmo assim o aumento segura: dez por cento a mais tiraram de poucos pontos a um terço das saídas, conforme o estudo. Só que ele não se paga pela troca que evita, e o que empurra gente para fora é a diferença com o colega.

Foto de Rodolfo Franzim

Rodolfo Franzim

· atualizado em · 16 min de leitura

Fachada de prédio com uma porta giratória de metal ao centro, entre duas portas duplas de vidro, vista de frente da calçada
Foto: benjamin lehman (Unsplash)

Duas recepcionistas pediram as contas no mesmo semestre. O dono da clínica faz a conta de cabeça, conclui que perde gente porque paga pouco e dá 10% de aumento às duas que ficaram: R$ 200 a mais por mês para cada uma, sobre R$ 2.000.

A pergunta é se isso segura alguém.

A cena é comum, e a pergunta por trás dela tem resposta medida: quanto um aumento compra de permanência, e se ele se paga contra a rotatividade (o turnover) que tenta evitar. As fontes deste artigo foram publicadas entre 2000 e 2022, dentro da janela editorial da casa. O aumento segura, e segura menos do que custa. Este blog já fez a conta de quanto custa trocar quem atende a porta. Este artigo faz a conta do outro lado: quanto custa não trocar.

Quase metade de quem sai cita o salário, e o salário não prevê a saída

Jules Rosen, Emily Stiehl, Vikas Mittal e Carrie Leana sortearam auxiliares de enfermagem de casas de repouso da Pensilvânia no registro estadual e as entrevistaram por telefone em março de 2008 e de novo um ano depois. Responderam às duas rodadas 620 (The Gerontologist, 2011). No intervalo, 52 trocaram de casa e 36 deixaram o setor. Quando perguntadas por que saíram, 44,7% das que trocaram e 46,7% das que deixaram o setor disseram que o pagamento pesou de algum modo ou muito. Buscar oportunidade melhor pesou para 87,2% das que trocaram.

E o salário por hora medido um ano antes não previu quem ia sair. Na regressão da saída real, cada dólar a mais na hora ficou com razão de chances de 0,96, com intervalo de 0,85 a 1,09, que cruza o 1. O que previu foi a intenção de sair declarada na primeira entrevista (1,82) e a falta de plano de saúde, com o plano segurando a pessoa (0,56). Os autores notam que a faixa era estreita: 95% ganhavam menos de US$ 16,05 por hora.

O motivo que a pessoa dá na porta e o número que antecipa a saída são coisas diferentes, e a distância entre os dois aparece de novo quando se junta tudo o que foi medido. Rodger Griffeth, Peter Hom e Stefan Gaertner reuniram os estudos que mediram alguma coisa antes e a saída depois, numa meta-análise que eles mesmos chamaram de a mais ampla feita até então sobre o tema (Journal of Management, 2000).

−0,09

é a correlação entre o salário e a saída, somadas 19 amostras e 14.191 pessoas. A satisfação com o salário ficou em −0,07. A intenção declarada de sair chegou a 0,38, quatro vezes mais.Griffeth, Hom e Gaertner, Journal of Management, 2000 (meta-análise de estudos do século 20, com a saída medida depois)

Na mesma meta-análise, a satisfação com o trabalho inteiro ficou em −0,19, o comprometimento com a empresa em −0,23 e a falta ao trabalho em 0,20. O salário fica no patamar da satisfação com a chefia (−0,10) e com os colegas (−0,11), entre os fatores mais fracos do trabalho. Lido assim, o salário quase não pesa, e é aqui que a leitura apressada erra.

Os próprios autores avisam por quê. Eles escrevem que deixar de fora os benefícios e comparar salários que variavam pouco “certamente subestimou” quanto o dinheiro segura as pessoas. Correlação medida numa faixa estreita sai pequena mesmo quando o efeito existe. Para saber o tamanho do efeito, é preciso ver o salário mudar por um motivo que não seja a escolha da própria empresa.

Quando o salário muda de fora, a rotatividade cai

A Noruega fez esse experimento sem querer. Entre 1993 e 2003, os professores de escolas do extremo norte com falta de professor certificado ganhavam um prêmio de cerca de 10% sobre a tabela nacional, pago pelo governo central, e as escolas entravam e saíam do prêmio conforme a regra mudava. Torberg Falch acompanhou 1.810 professores de 161 dessas escolas, com as saídas voluntárias do fim de cada ano letivo de 1993 a 2000 (American Economic Review, 2011, versão de conferência).

A saída média na amostra era de 18% ao ano. O prêmio a tirou em 4,8 a 7,1 pontos, conforme o modelo, e em 5,8 nos dois modelos intermediários. Dez por cento a mais de salário seguraram perto de um terço de quem ia sair. O prêmio chegava a todos os professores da escola, e era a diferença entre ela e as outras da região.

Na saúde não encontramos experimento, só estimativa, e o número é menor. Paul Frijters, Michael Shields e Stephen Wheatley Price seguiram 6.971 enfermeiros do serviço público britânico na pesquisa trimestral de força de trabalho, de 1997 a fevereiro de 2002, e estimaram, a partir das diferenças de salário que já existiam, quanto o salário mexe na chance de deixar o serviço (IZA Discussion Paper, 2003). A saída prevista era de 10,05% ao ano. Com 10% a mais de salário, a simulação deles a derruba em 0,66 ponto, para cerca de 9,4%. Em 396 casas de repouso de Iowa, de 2013 a 2017, US$ 1 a mais por hora para a auxiliar de enfermagem, 7% do salário médio, veio junto com 1,8 ponto a menos numa saída que em 2017 chegou a 64,7% ao ano (Innovation in Aging, 2022). Ali é associação, não experimento.

Levadas a 10% de aumento, as estimativas vão de uns 4% das saídas, em Iowa, e 7%, nos enfermeiros britânicos, a um terço, nos professores noruegueses, o único dos três com salário mudado de fora. O salário segura. A pergunta que o dono da cena de abertura precisava fazer é outra: quanto custa cada pessoa que ele segura.

A conta britânica devolve 2% do aumento

O próprio artigo do serviço britânico faz a conta. Os 0,66 ponto a menos seguram 2.119 dos 321.000 enfermeiros do serviço. Multiplicados pelo custo de repor cada um, o maior de dois valores publicados, corrigido pela inflação (£ 6.534), dão pouco menos de £ 14 milhões por ano. O aumento de 10% sobre um salário médio de £ 20.000 custa £ 642 milhões por ano.

2%

do aumento de 10% para todos os enfermeiros voltariam como troca evitada: £ 14 milhões de economia contra £ 642 milhões de folha a mais por ano. A conta não inclui quem o salário maior atrairia de fora.Frijters, Shields e Wheatley Price, IZA Discussion Paper, 2003 (enfermeiros do serviço público britânico, 1997 a 2002)

A conta da clínica fecha no mesmo lugar, e dá para fazê-la com os números que este blog já publicou. Uma recepcionista de R$ 2.000 que ganha 10% a mais custa R$ 200 por mês, R$ 2.600 nos treze salários do ano, sem encargos, que ficam de fora dos dois lados da conta. Se ela pede demissão, a clínica perde a rampa da pessoa nova, os três meses de salário pagos a quem ainda está aprendendo: R$ 6.000, pela conta do custo de trocar a recepcionista.

43 em 100

é quantas recepcionistas o aumento de 10% teria que impedir de sair, a cada ano, para se pagar só com a troca evitada: R$ 2.600 de aumento contra R$ 6.000 de rampa (três meses de salário inteiro de quem aprende, a conta mais cara da rampa) por saída a pedido. O maior efeito medido de um aumento para todos tira um terço das saídas: nem uma recepção que perdesse todo mundo no ano chegaria a 43.Conta da casa, com salário de R$ 2.000 e a rampa de R$ 6.000 do artigo sobre a rotatividade da recepção

O teto daquela mesma conta, R$ 11.304, não muda o desfecho: ele vale para uma dispensa feita pela clínica, com aviso e multa, depois de três anos de casa, e não para quem pede para sair, que é a saída que o aumento evita. Mesmo usado assim, o empate cairia para 23 em 100, e o aumento só se pagaria numa recepção que perde mais de 70% das pessoas por ano, supondo que o corte medido na Noruega, com 18% de saída, valha onde a saída é muito maior.

Pela folha, o aumento geral para segurar a equipe não se paga nem na clínica que perde todo mundo. Se ele se paga, é pelo que a folha não vê: o paciente que a recepcionista antiga conhece pelo nome, a agenda que ela sabe encaixar. Esses ganhos existem, mas quem os mediu achou efeitos pequenos, e o artigo sobre a rotatividade da recepção mostra quais. Sobra a outra forma de aumento: dar só para quem ameaça sair.

O que empurra para fora é o colega ganhar mais

Arindrajit Dube, Laura Giuliano e Jonathan Leonard tiveram acesso à folha de um varejista americano com mais de 700 lojas, de fevereiro de 1996 a julho de 1998 (NBER Working Paper, 2018, publicado na American Economic Review em 2019). Quando o salário mínimo federal subiu, a empresa deu aumentos em degraus: quem ganhava um centavo acima de certa linha levava dez centavos a mais por hora que o colega um centavo abaixo. A diferença era sorte, e veio em 6.691 aumentos de vendedores de balcão.

O próprio aumento segurou, e muito: quem caiu no degrau de cima saiu bem menos. Mas o grosso do efeito vinha da comparação. Quando o aumento chegava a todos por igual, sem mudar quem ganhava mais que quem, a estimativa ficou imprecisa demais para se distinguir de zero em qualquer janela, de um a nove meses; a de nove meses é da mesma ordem da norueguesa, e os autores dizem isso. E o aumento dos colegas empurrava a pessoa para fora, com uma condição: só quando o colega que recebeu mais já ganhava mais que ela. Aumento para quem ganhava menos não mexeu em nada.

A resposta da saída ao próprio salário reflete, na maior parte, a comparação com os colegas.

É a conclusão dos autores, e ela bate com um experimento feito na Califórnia. David Card, Alexandre Mas, Enrico Moretti e Emmanuel Saez sortearam, entre os funcionários de três campi da universidade estadual, quem receberia um e-mail avisando que um jornal tinha posto no ar o salário de todo mundo (American Economic Review, 2012). Ninguém ganhou um dólar a mais. Só ficou sabendo onde consultar quanto o colega ganhava.

+4,3 pontos

na chance de dizer que era muito provável procurar outro emprego, entre quem ganhava abaixo da mediana do próprio departamento e recebeu o aviso. Sobre os 21,9% do grupo que não recebeu, é um quinto a mais. Quem ganhava acima da mediana não ficou mais satisfeito.Card, Mas, Moretti e Saez, American Economic Review, 2012 (6.411 respondentes de três campi da Universidade da Califórnia, 2008 e 2009)

A assimetria é o ponto. O aviso não alegrou quem ganhava mais que o colega; entristeceu quem ganhava menos e fez essa gente dizer que ia procurar emprego. Em médicos americanos, o mesmo padrão apareceu por outro caminho: entre 2.263 que responderam a uma pesquisa de 2014 e 2015, o efeito da renda sobre a vontade de sair perdeu a significância, na maior parte das faixas, quando se levou em conta se o médico achava o próprio pagamento justo (Journal of General Internal Medicine, 2018).

A diferença de salário sem motivo empurra mais gente para fora do que o salário baixo igual para todos. Daí o risco do aumento só para quem ameaça sair: se ela já ganhava mais que a colega, ele alarga uma diferença, e é esse o caso em que o varejista americano viu a colega sair mais. Se as duas ganhavam igual, o estudo não mediu. O outro lado também foi medido. Na meta-análise de Griffeth, quem rendia mais ficava mais nos estudos em que a recompensa acompanhava, ou podia acompanhar, o desempenho (−0,20) e saía mais onde não acompanhava (+0,07). Essa segunda conta junta só quatro amostras e 1.204 pessoas, mas aponta o mesmo lado: diferença com motivo segura quem rende.

Nada disso autoriza pagar pouco. O experimento da Califórnia mostra o que acontece com quem se vê abaixo da referência, e salário baixo também pesa sozinho. Na coorte de 1.378 médicos da atenção primária da Zona Leste de São Paulo que este blog usou para mostrar o que acontece com a carteira quando o médico sai, começar com salário abaixo de um corte fixo, que por acaso dividia a coorte ao meio, veio junto com 1,87 vez o risco de interromper o contrato (BMC Health Services Research, 2022). Ali se mede salário baixo, não comparação.

A saída avisa antes, e o aviso é barato de ouvir

Se o salário é o preditor fraco, o forte é o mais óbvio: a pessoa dizer que está pensando em sair. Na meta-análise, a intenção declarada ficou em 0,38, a partir de 71 amostras e 63.232 pessoas, e só as formas concretas de procurar emprego foram mais longe, 0,47, medidas em duas amostras.

Jison Ki e Smi Choi-Kwon perguntaram a 491 enfermeiras que trabalham em turnos, em dois hospitais de Seul, entre março de 2018 e janeiro de 2019, se pretendiam sair, e conferiram um ano depois quem tinha saído (PLOS ONE, 2022). Das 112 que disseram que sim, 22 saíram. Das 379 que disseram que não, 16.

19,6% contra 4,2%

saíram em um ano entre as enfermeiras que disseram pretender sair e entre as que disseram que não. Ainda assim, 16 das 38 saídas (42%) vieram de quem não tinha avisado.Ki e Choi-Kwon, PLOS ONE, 2022 (491 enfermeiras de dois hospitais de Seul, 2018 a 2020)

Os dois lados do número importam. A pergunta achou quase três em cada cinco saídas antes de elas acontecerem. E deixou passar as outras duas, e por isso ouvir não substitui olhar a falta ao trabalho, cuja correlação com a saída, na meta-análise, é mais que o dobro da do salário (0,20 contra −0,09).

Há uma diferença entre esses estudos e a clínica. A intenção foi medida em questionário de pesquisa, respondido a pesquisadores e não ao chefe. Perguntada pelo dono, a resposta pode sair mais fechada, e a conversa só rende se a pessoa não tiver motivo para esconder que está olhando para fora.

O que dá para fazer na segunda-feira

  • Saiba como a sua tabela se compara por dentro, e com a praça, antes que a equipe compare por você. O efeito da Califórnia apareceu só com a informação, sem um dólar de mudança.
  • Dê a toda diferença de salário um motivo que se diga em voz alta: tempo de casa, tarefa a mais, resultado medido. Aumento que alarga a distância para quem já ganhava menos, sem motivo visível, é o que empurrou o colega para fora no varejista americano.
  • Não use o aumento geral como remédio contra rotatividade. Ele pode ser justo e necessário por outras razões, mas não se paga pela troca que evita.
  • Pergunte, de tempos em tempos e em conversa separada, se a pessoa está pensando em sair e por quê. Na meta-análise, só a procura concreta de emprego, medida em dois estudos, previu a saída melhor que a intenção, e nada é mais barato de medir. Conte com respostas mais fechadas do que as dadas a um pesquisador.
  • Conte as faltas por pessoa, mês a mês. Na meta-análise, a falta previu a saída melhor que o salário, e os autores a leem como o degrau anterior a ela.

O que essa evidência não diz

Nenhum estudo deste artigo é de recepção de clínica, e não encontramos, até 2022, estudo brasileiro que mude o salário por um motivo externo e meça a saída depois. Os dois efeitos causais do salário sobre a saída real são de professores noruegueses e de vendedores americanos. O norueguês é de uma versão de conferência de dezembro de 2010, lida no lugar da publicada, e o americano, de um working paper de 2018, lido no lugar da versão da revista. O número do serviço britânico também vem do working paper de 2003, lido no lugar da versão da Health Economics de 2007, e não de um experimento: é simulado a partir das diferenças de salário que já existiam.

O estudo de Iowa é observacional e não separa causa, e levar o efeito dele a 10% supõe que ele cresce em linha reta. O de Seul tem 491 enfermeiras e só 38 saídas, e o da Pensilvânia, 88 saídas. As medições de intenção e de justiça são respostas a questionário, e a de médicos americanos mede vontade de sair, não saída. E a conta da casa usa a troca evitada como único retorno do aumento: se a recepcionista antiga vale muito mais que a rampa de três meses, a conta muda, e o artigo não tem como medir isso por você. Se a rampa for menor que três salários, como sugere a conta de quanto a recepcionista nova deixa de produzir antes do 90º dia, o aumento se paga ainda menos.

Perguntas rápidas sobre aumento de salário e rotatividade

Aumento de salário reduz a rotatividade?

Reduz. No experimento norueguês, 10% a mais de salário tiraram perto de um terço das saídas de professores. Em enfermeiros britânicos, uma simulação a partir das diferenças de salário que já existiam prevê 7% a menos. Mas a correlação entre salário e saída é de só −0,09, e num varejista americano o efeito veio mais da comparação com colegas.

Compensa dar aumento para segurar a recepcionista?

Pela troca evitada, não. Dez por cento sobre R$ 2.000 custam R$ 2.600 por ano, e a saída a pedido custa R$ 6.000 de rampa: o aumento teria que evitar 43 saídas por 100 recepcionistas ao ano. O maior efeito medido de um aumento geral tira um terço das saídas, e nem perdendo todo mundo se chega a 43.

Qual a causa da alta rotatividade na recepção?

Não encontramos estudo que isole a recepção. Na meta-análise de estudos com a saída medida depois, o que a antecipa é a intenção declarada (correlação de 0,38) e a falta ao trabalho (0,20), contra −0,09 do salário. E, num varejista americano, pesou mais a diferença com o colega do que o valor do salário.

Salário abaixo do mercado faz a equipe sair?

Os dados apontam nessa direção, mas nenhum estudo aqui mede a praça. Na Califórnia, quem ganhava abaixo da mediana do próprio departamento e recebeu o aviso passou a dizer 4,3 pontos percentuais a mais, sobre 21,9%, que era muito provável procurar emprego. Em médicos de São Paulo, salário inicial baixo veio junto com 1,87 vez o risco de sair.

Como saber se um funcionário vai sair?

Perguntando. Em 491 enfermeiras de Seul, 19,6% das que disseram pretender sair saíram em um ano, contra 4,2% das que disseram que não. A pergunta deixou passar 42% das saídas, e por isso vale olhar também as faltas ao trabalho, que previram a saída melhor que o salário.

Referências

  1. Rosen, J.; Stiehl, E. M.; Mittal, V.; Leana, C. R. Stayers, leavers, and switchers among certified nursing assistants in nursing homes: a longitudinal investigation of turnover intent, staff retention, and turnover. The Gerontologist, 2011.
  2. Griffeth, R. W.; Hom, P. W.; Gaertner, S. A meta-analysis of antecedents and correlates of employee turnover: update, moderator tests, and research implications for the next millennium. Journal of Management, 2000.
  3. Falch, T. Teacher mobility responses to wage changes: evidence from a quasi-natural experiment. American Economic Review, 2011, versão de conferência.
  4. Frijters, P.; Shields, M. A.; Wheatley Price, S. Investigating the quitting decision of nurses: panel data evidence from the British National Health Service. IZA Discussion Paper, 2003.
  5. Sharma, H.; Xu, L. Association between wages and nursing staff turnover in Iowa nursing homes. Innovation in Aging, 2022.
  6. Dube, A.; Giuliano, L.; Leonard, J. Fairness and frictions: the impact of unequal raises on quit behavior. NBER Working Paper, 2018.
  7. Card, D.; Mas, A.; Moretti, E.; Saez, E. Inequality at work: the effect of peer salaries on job satisfaction. American Economic Review, 2012.
  8. Kao, A. C.; Jager, A. J.; Koenig, B. A.; Moller, A. C.; Tutty, M. A.; Williams, G. C.; Wright, S. M. Physician perception of pay fairness and its association with work satisfaction, intent to leave practice, and personal health. Journal of General Internal Medicine, 2018.
  9. Bourget, M. M. M.; Cassenote, A. J. F.; Scheffer, M. C. Physician turnover in primary health care services in the East Zone of São Paulo City, Brazil: incidence and associated factors. BMC Health Services Research, 2022.
  10. Ki, J.; Choi-Kwon, S. Health problems, turnover intention, and actual turnover among shift work female nurses: analyzing data from a prospective longitudinal study. PLOS ONE, 2022.

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Foto de Rodolfo Franzim

Rodolfo Franzim

Cofundador da Hiperclini, empresário há quase dez anos. Toca por dentro a operação de uma clínica e fundou uma auditoria de marketing que já atendeu mais de 300 clientes. Escreve sobre venda consultiva, negociação e growth marketing pra quem toca clínica no Brasil.